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Trem da vida
Pensamento enviado por Sra. Terezinha Balsalobre e Família
Um
amigo falou-me de um livro que comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma comparação extremamente interessante,quando bem
interpretada.
Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de
embarques e desembarques alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com
algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco:
nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles
descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia
insubstituível....mas isso não impede que, durante a viagem,
pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para
nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores
maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros
encontrarão nessa viagem somente tristezas, ainda outros circularão
pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam
por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem
sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão
caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos
obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não
impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com
grande
dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles....só que,
infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já
terá
alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a
viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas,
despedidas...porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível,
tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em
cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em
algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente,
precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas
vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual
parada
desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele
que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei
saudades....
acredito que sim, me separar de alguns amigos que fiz nele será,
no mínimo dolorido deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos,
com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança que,
em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção
de vê-los chegar com uma bagagem que
não tinham quando embarcaram..... e o que vai me deixar
feliz,
será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se
tornado valiosa.
Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila,
que tenha valido à pena e que, quando chegar a hora de
desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações
para aqueles que prosseguirem.
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